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Novos projetos fortalecem o ensino à distância no IFRN

Investimentos chegam a R$ 580 mil

O Departamento de Tecnologias Educacionais e Educação à Distância (Deted) do IFRN entra numa nova fase neste segundo semestre: o da expansão do uso das tecnologias de comunicação nas esferas acadêmica e administrativa da instituição.   Um passo importante para isso foi a aprovação, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de quatro projetos voltados à elaboração de material didático e à capacitação de servidores para atuar na educação à distância no Instituto, num investimento de R$ 580 mil.


“Hoje não tem mais sentido desprezarmos ferramentas poderosas de ensino e aprendizagem por causa do preconceito que muita gente ainda tem contra a eficácia dessas novas tecnologias.  Elas estão aí para serem aperfeiçoadas e usadas na formação de alunos  e servidores, com ganho de tempo e de recursos para a instituição, sem que isso implique perda de qualidade”, diz o professor Erivaldo Cabral, coordenador do departamento.   


A importância da aprovação dos projetos e as expectativas para o papel da comunicação e educação à distância foram o tema da entrevista abaixo que o coordenador do Deted concedeu.


P – Esse investimento do IFRN em equipamentos, tecnologia e capacitação de servidores para atuar na educação  à distância é isolado ou faz parte de um esforço generalizado na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica? 

Erivaldo Cabral Erivaldo – A expansão do ensino à distância é uma das grandes prioridades deste governo.  E é compreensível.  O Brasil é um país continental e se nós pudermos, cada vez mais, chegar aos alunos que moram distante dos grandes centros, com qualidade, isso só pode ser uma coisa boa.  A maior prova de que a EAD faz parte da política do MEC é a resolução do MEC que autoriza as instituições federais de ensino a oferecerem, na modalidade à distância,  até 20% do conteúdo dos cursos presenciais.


P- Isto pode ser feito sem comprometer a qualidade dos cursos?

Erivaldo – Pode, se investirmos não só em equipamentos, mas, sobretudo, em pessoas.  Ao contrário do que muita gente pensa, ensinar à distância exige uma equipe numerosa e bem qualificada.   Mas vale à pena, porque se esta equipe trabalhar bem realmente ela consegue oferecer uma boa formação ao aluno. 

P- Os quatro projetos do Deted que acabam de serem aprovados têm exatamente quais objetivos? 

Erivaldo – O primeiro deles, que será coordenado pelo professor Artemílsom Lima, é para elaboração de materiais didáticos, que vão desde as teleaulas do ProITEC, a jogos e softwares educacionais; o segundo, a cargo das professoras Ilane Ferreira Cavalcante e Ana Lúcia Sarmento, é para a oferta de um curso de formação em novas tecnologias de comunicação e informação voltado a professores e pedagogos do Instituto.  O curso terá duração de seis meses, com 180 horas de aulas, num modelo semi-presencial.

P – E os outros dois projetos?

 Erivaldo -  O terceiro deles terá como objetivo estimular o uso do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) em todos os níveis e modalidades  de ensino  e em todos os campi.  Esse projeto, coordenado pelo professor Wagner, terá várias fases.  Uma das mais importantes será justamente a primeira, em que será feita uma consulta a todos os servidores sobre como tornar a Plataforma Moodle ainda melhor para as nossas necessidades.  Por fim, o quarto projeto aprovado é a materialização do objetivo maior dos três anteriores: a oferta de cinco disciplinas, à distância, do curso de Licenciatura em Espanhol presencial.  Para este projeto serão oferecidas bolsas de tutorias, cujos editais sairão no primeiro trimestre do ano que vem.  A coordenação dele ficará com a técnica em audiovisual Elizama das Chagas Lemos.

P – Mas, do que adianta investir na capacitação dos professores e pedagogos sem que eles tenham a iniciativa de trabalhar nessa área?

Exatamente.  Esse é um problema que ainda enfrentamos, mas que aos poucos estamos conseguindo vencer.  De fato, aqui no Instituto estamos precisando de servidores que queiram aprender a essa nova maneira de trabalhar e acho que não poderia haver uma melhor hora para isso.  Nos últimos três anos, nosso departamento recebeu reforços importantes, de gente jovem e entusiasmada com a educação à distância, como a técnica de áudio-visual Elizama Lemos e o professor de Sistemas de Informação, Wagner de Oliveira.  Ambos são altamente capacitados e tem muita vontade de contribuir para a expansão da EAD no nosso Estado.  Esperamos que outros como ele venham a se juntar a nós e aproveito esta oportunidade para convidar os servidores que tiverem interesse em conhecer o nosso trabalho para que nos visitem, aqui no Campus Natal-Central, no terceiro andar do prédio do NIT.

P –  Voltando aos projetos, como serão aplicados os recursos destinados a eles?

Erivaldo - 80% dos recursos serão aplicados na formação de pessoal, através de bolsas FNDE e serviços de pessoa física para a elaboração e execução dos projetos; o restante é para materiais permanentes e de consumo.  Todas as bolsas a serem concedidas serão de pesquisa, para professores e técnicos administrativos, com duração de um ano.  A previsão é de que os recursos comecem a ser liberados em setembro.

 P - Além desses projetos, o que mais está sendo feito na instituição para reduzir as dificuldades, até mesma administrativas, provocadas pela expansão do IFRN para municípios distantes da capital?

Erivaldo - Bem, acabamos de investir aproximadamente R$ 600 mil para conseguirmos, de uma vez por todas, realizar vídeos-conferências com qualidade de som e imagem.  Hoje, 10 campi do  IFRN estão com o sistema em fase de instalação e de teste.  A conexão entre os campi e a Reitoria será feita no Campus Natal-Central, com equipamentos capazes de realizar 20 conexões simultâneas.  Isso vai facilitar enormemente e baratear o custo de cursos, treinamentos e reuniões entre servidores de campi diferentes.

 

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Última modificação em 26/07/2010 12:39